quarta-feira, 20 de agosto de 2014

“Seniores Boom”

“Seniores Boom”

No século 20 a população da terra quadruplicou, no século atual não ira nem duplicar, pois as taxas de natalidade caíram abruptamente em muitos países.
Em contraponto a este abrandamento no crescimento da população, o numero de pessoas com mais de 65 anos irá duplicar em apenas 25 anos. Esta mudança não sendo tão exponencial como a expansão anterior, será mais do que suficiente para afetar a economia.
A ONU (Organização das Nações Unidas) estima que atualmente existam cerca de 600 milhões de pessoas com 65 ou mais anos . Não deixando de ser um facto impressionante, em 2035 mais de 1.1 mil milhões de pessoas terão mais de 65 anos. Este será o efeito da queda da taxa de natalidade e o consequente abrandamento do crescimento populacional, estaremos na presença de uma diminuição de jovens.
O rácio de dependência demográfica – rácio de pessoas idosas por pessoas em idade ativa – irá ter um crescimento muito elevado. Em 2010 no mundo por cada 16 pessoas com 65  ou mais anos existiam 100 adultos com idades entre 25 e 64 anos, um rácio idêntico a 1980. Em 2035 a ONU estima que esse rácio passe para 26.
Nos países ricos este aumento será superior (gráfico1). O Japão terá 69 (43 em 2010) pessoas idosas por cada 100 trabalhadores adultos em 2035, Alemanha 66 (38 em 2010). Mesmo os Estados Unidos, com uma taxa de natalidade relativamente alta, verá o seu rácio de dependência demográfico aumentar em 70%, para 44. Países em vias de desenvolvimento, onde hoje em dia este rácio é muito mais baixo, não vão apresentar um crescimento exponencial, mas irão igualmente ter um crescimento deste índice demográfico. Também até 2035 a China terá um crescimento no seu índice de dependência demográfica de 15 para 36, a América Latina passará de 14 para 27.


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

7 dicas para gerir os gastos na doença de Alzheimer




Atualmente prevê-se que 1 em cada 3 idosos morra com Alzheimer ou algum outro tipo de demência. No entanto a doença de Alzheimer, que pode desenvolver-se em 2 anos ou em 2 décadas, é normalmente a protagonista e o centro de muitas discussões pelos encargos financeiros que acarreta.
Como pode ajudar um ente querido a lidar financeiramente com esta doença crónica, muitas vezes a longo prazo? Ficam 7 dicas que podem facilitar o processo.

1. Evite a negação

Ao avançar a doença de Alzheimer torna-se numa jornada progressivamente mais difícil, sendo a aceitação da doença o primeiro passo e fundamental para se lidar com ela.
A doença pode desenvolver-se em 2 anos ou em 20 anos, estando a média em 10 anos. É muito importante para a família saber dos recursos à sua disposição, como funcionam e como usa-los, permanecer em negação é muito prejudicial. 

2. Chegue aos recursos locais  

Tenha sempre conhecimento e abertura para os recursos da sua comunidade, grupos de ajuda, linhas diretas, empresas de cuidados profissionais, associações de Alzheimer. Estes contactos podem levar a melhores estratégias que irão certamente melhorar o cuidado.
Há muitas decisões, quer ao nível dos cuidados quer ao nível financeiro, a tomar num paciente com Alzheimer à medida que a doença vai evoluindo. Profissionais de saúde qualificados podem ajudar os pacientes e famílias nessas escolhas por vezes muito difíceis.

3. Faça planos com antecedência   

Não espere para fazer um plano financeiro pormenorizado dos cuidados do seu familiar ou amigo. Pelo período de tempo que a doença demora a desenvolver é importante inimizar as despesas iniciais para limitar o custo financeiro total da doença.
Não espere até algo acontecer. Comece a pensar no futuro com antecedência. Inicialmente à que observar o que ainda é capaz de fazer o doente de Alzheimer, as tarefas que ainda realiza com dificuldade e o que ainda deveria conseguir fazer.
Planear as necessidades futuras nos estágios iniciais da doença pode ajudar a prevenir a escassez de recursos financeiros nas fases mais delicadas e exigentes.

4. Verifique a existência de gostos imprevistos

Reveja atentamente os registos financeiros recentes dos cuidados do doente de Alzheimer. Essas revisões podem mostrar erros ou sinais de fraudes que podem ter passado despercebidos.
Campanhas fraudulentas de produtos podem aproveitar a situação de vulnerabilidade induzir em erros os cuidadores e dos doentes de Alzheimer, induzindo-os em erros que podem sair muito caro.
Faça uma lista dos gastos. Organize os gastos normais. Esteja atento às receitas e despesas mensais, faças as contas do que tem de ser pago, e certifique-se que todos estes gastos são legítimos.

5. Compare atentamente as opções de cuidados que tem a sua disposição

Pense estrategicamente de onde podem vir os cuidados. Pois as variadas opções vão ter necessariamente preços diferentes. O erro mais comum é não pensar no futuro. Se necessário fazer um plano B e C.
Mais uma vez use os contactos locais para fazer a gestão de qual o melhor cuidado a contratar.

6. Envolva a Família

Sempre que possível toda a família deve participar nas decisões para a prestação de cuidados de um doente de Alzheimer.

7. Esta preparado para a mudança nos planos de cuidados 

Cuidar de um doente de Alzheimer é um tarefa extremamente difícil e desafiadora. Certifique-se que os cuidadores fazem as pausas necessárias e esteja aberto a mudanças quando a família se sente sobrecarregada.
Tem de ser cauteloso para não passar por situações de burn out. Quando se é cuidador, está sempre em primeiro lugar. Se não for assim vai desgastar-se rapidamente.

Referencias


Lucy Lazaroy (2014) - MoneyRates.com

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Bons Sonhos: Gerir alterações no sono

Insónia e incapacidade de dormir, são queixas frequentes entre os adultos com mais idade. Não é invulgar para os idosos referirem que têm um sono mais leve do que quando eram mais novos, a necessidade de uma boa noite de sono mantem-se nesta faixa etária. Ter insónias, ou a sensação de sonolência durante o dia, são indicadores de problemas subjacentes.
Tal como com outros sintomas físicos, a qualidade do sono pode ser associada ao estado de saúde geral. Adultos idosos com padrões de sono saudável, podem dormir menos, ou menos profundamente, mas sentirem que obtiveram um descanso eficaz e mais energia durante o dia. Já em idosos que dormem menos, que se sentem cansados e com falta de energia durante o dia, talvez necessitem de avaliar as causas da sua insónia e vigília noturna.

O que causa a insónia e dificuldade em adormecer

Vários fatores podem contribuir para a insónia e dificuldade em adormecer. Falta de exercício, uma dieta errada, e dias desestruturados, podem levar alguns idosos a desenvolver insónias. Medicação pode interferir com o normal ritmo circadiano, provocando sonolência durante o dia e estado de alerta durante a noite. Fatores fisiológicos como dores noturnas, doença, demência, cardiopatia , problemas respiratórios durante o sono(apneia de sono), podem interferir com o sono. Insónia e dificuldade em adormecer estão fortemente ligados a fatores fisiológicos como a depressão ou ansiedade. Finalmente, maus hábitos de sono (ver abaixo) podem contribuir muito para a insónia.

Como podem os Seniores melhorar a sua qualidade de sono?

O primeiro passo é avaliar e alterar qualquer mau habito de sono. Maus hábitos de sono incluem ingestão de álcool, cafeína, ou de muitos líquidos à noite; fumar (a nicotina afeta o sono); exercício antes de dormir; e refeições tardias. É importante associar a cama como o sono e intimidade e não com a leitura, trabalho, comer ou ver televisão. Além disso os idosos não devem ir para a cama se não se sentirem cansados. Alguns estudos indicam, que o aumento de tempo passado na cama pode efetivamente interromper os ciclos circadianos normais. Limitar o tempo na cama a 7 ou 8 horas pode aumentar a qualidade do sono. Os idosos devem também limitar as sestas, pois estas podem causar dificuldade em adormecer e acordares noturnos, devendo também usar técnicas de relaxamento antes de dormir.
Idosos com insónias, devem informar seus médicos, assim pode determinar-se se o problema do sono advém de problemas fisiológicos ou da terapêutica farmacológica. Devem poder descrever qualquer desconforto físico ou respiratório, dor, problemas urinários, ou outros fatores que os mantenham acordados durante a noite. Devem também ter em atenção a quantidade de cafeína e álcool ingerida, sentimentos de ansiedade, stress, tristeza, depressão ou nervosismo. Trata-los pode ajudar a superar a insónia e ter um sono com menos interrupções, obtendo assim uma noite de sono mais repousante.

Referencias Bibliográficas:
Carskadon, M.A., Brown, E. and Dement, W.C. (1982). Sleep fragmentation in the elderly: Relationship to daytime sleep tendency. Neurobiology of Aging, 3, 321-327.
Geriatric Mental Health Foundation. (n.d.). Sleeping well as we age: Insomnia is not a normal part of aging. Retrieved from http://www.gmhfonline.org/gmhf/consumer/factsheets/hlthage_sleep.html.
WebMD. (2013). Aging and sleep. Retrieved from http://www.webmd.com/sleep-disorders/guide/aging-affects-sleep.