Bem
tecnicamente não. No entanto, evidências recentes indicam que a perceção da
idade e de quão velhos nos sentimos, pode afetar a saúde, bem-estar e mesmo a
idade percecionada pelos outros.
Muitas
pessoas pensam que podem mudar a sua fisiologia ao adotar um pensamento
diferente em relação a si mesmo. Num estudo controverso do investigador de
Harvard, Eller Langer, de 1981, ganhou destaque nos últimos anos por relacionar a imagem que temos de nós com o estado geral de saúde. Neste estudo,
Langer convidou dois grupos de homens na faixa etária dos 70 anos para um “retiro
de recordações”, sem que estes soubessem que estavam a ser estudados.Todos estes
homens tinham problemas físicos ou de memória, isto fez com que necessitassem
de se ajudar mutuamente.
Um
dos grupos passou a semana a recordar o ano de 1959, embora dispondo de uma envolvente
atual. O segundo grupo foi, na verdade, mergulhado no ano de 1959. Este grupo
foi emerso em lembranças da época, como artigos de jornal, programas de rádio, televisão
a preto e branco, foi feita toda uma encenação do ano em questão.
O segundo grupo envolveu-se em debates sobre os eventos mundiais de 1959, como se
estivessem a acontecer no presente. Durante a experiência homens não
receberam qualquer assistência, não existiam corrimãos ou rampas para ajudar,
não receberam ajuda no transporte da bagagem pessoal para os seus quartos. Estes
precisavam de encontrar uma forma de se acomodar por conta própria.
No
final do retiro, os dois grupos de homens apresentavam mudanças significativas
e positivas em todos os aspetos, mas o segundo grupo, que estava envolvido no
ano de 1959 mostrou melhores resultados. Estes homens outrora frágeis estavam mesmo
a jogar futebol.
Estas
alterações cognitivas e fisiológicas foram mesmo confirmadas por exames laboratoriais,
que mostraram uma melhoria na memória e noutras funções cognitivas,
na flexibilidade, marcha, artrite, velocidade de movimentos e destreza. O mais
surpreendente foi que os homens também tinham diminuições de pressão arterial,
uma melhor audição e visão. Parecia que estes por pensarem “mais novos”, se tinham tornado fisicamente mais jovens.
À
medida que a medicina e a ciência avançam, avançam também as descobertas em
relação às conexões entre corpo e mente, torna-se cada vez mais evidente que o
envelhecimento não é um processo fixo. Aparecem provas de que as atitudes
afetam o estado físico, cognitivo, psicológico e bem-estar, e que os seres
Humanos podem “pensar-se mais jovens”. Mudando atitudes sobre o processo de envelhecimento
e auto perceção sobre o próprio bem-estar físico e cognitivo, as pessoas comuns
têm o poder de perceber sobre o quão bem envelhecem.
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